Crônicas- Marina Portella
A FUGA DO PADEIRO
Todas as vezes que você vê o pão fugir... É verdade o pão foge. O pão foge do ficar pesado, de pesar.
O pão foge da galinha para não o despedaçar.
O pão foge da mão de pão-duro que não faz doar.
O pão foge daquele que vai viajar.
O pão foge da mulher que quer casar.
O pão foge dá briga de quem tá de azar.
O pão foge do carnaval que faz cerveja andar.
O pão foge da lei que o cartão não passa para o comprar.
O pão foge do desvio que a merendeira dá.
O pão foge devagar para não derramar a manteiga fina porque quente esta.
O Pão foge.
Até aquele café com pão da minha infância fugiu dos livros, fugiu das crianças por que o computador virou foi bicho papão!
MARINA PORTELLA - POETANDO
quinta-feira, 4 de setembro de 2014
Sobre Rosas
Não descobrimos nada de igualmente valor como o valor de uma rosa.
Temos tudo a ver com ela se olharmos para o quanto pouco ficamos e vamos embora.
Ha! Rosa doce Rosa se pudéssemos ao menos mudar de lugar e deixarmos nossos braços livres de espinhos...
Por que nos fizeram tão parecidos em destruir o próprio coração apaixonado?
Hei Rosa!... Me responde?
E ela fica assim como eu, ela não tem boca e eu não tenho chão!
Não descobrimos nada de igualmente valor como o valor de uma rosa.
Temos tudo a ver com ela se olharmos para o quanto pouco ficamos e vamos embora.
Ha! Rosa doce Rosa se pudéssemos ao menos mudar de lugar e deixarmos nossos braços livres de espinhos...
Por que nos fizeram tão parecidos em destruir o próprio coração apaixonado?
Hei Rosa!... Me responde?
E ela fica assim como eu, ela não tem boca e eu não tenho chão!
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